Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica       Nº 118 - 14 a 20 de novembro de 2005

 


       Cefet-SE

Joarez Vrubel é o novo diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Sergipe. Ele foi empossado na segunda-feira, dia 7, pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco. Joarez sucede o professor Antonio Belarmino da Paixão, que esteve à frente da escola por dez anos.

Em sua gestão, que terminará em 2009, Vrubel pretende melhorar a qualidade de ensino ministrada pela instituição, promover os agentes que pertençam à comunidade escolar e consolidar a posição do Cefet como instituição de ensino superior.

O Cefet-SE oferece cursos de educação profissional de nível básico, médio e tecnológico, além do ensino médio.



       Cefet-AM

Permitir o intercâmbio entre estudantes, profissionais e empresas produtoras de tecnologia, divulgar novas tecnologias e conhecimentos são as propostas da Expotec, que o Cefet-AM promove nos dias 24 e 25 próximos, em Manaus. A programação do evento contempla exposições de trabalhos, produtos e serviços, palestras, cursos e atividades culturais.

Informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (92) 3621-6724 ou na página da instituição na internet.

 

Senado aprova expansão da rede federal

Plano prevê construção de 3 escolas técnicas, 4 agrotécnicas e 25 unidades descentralizadas

O Senado Federal aprovou, no dia 9 último, o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 70/2005, que permite à União criar escolas técnicas e agrotécnicas federais e unidades descentralizadas quando não for possível fazer parcerias com estados ou municípios, organizações não-governamentais e setor produtivo. A criação de unidades estava proibida desde 1998, pela Lei nº 9.649, de 27 de maio. O artigo 47 da lei estabelecia que a União somente poderia criar escolas se estados, municípios, organizações não-governamentais ou instituições do setor produtivo se responsabilizassem por sua manutenção. Tal legislação prejudicava justamente as regiões brasileiras com menor índice de desenvolvimento humano (IDH), como os estados da região Norte e algumas cidades do interior do país.

A aprovação do PLC viabiliza o início do Plano de Expansão da Rede Federal apresentado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em junho deste ano, pela Setec e por diretores da rede federal.

A tramitação do projeto no Congresso Nacional durou 18 meses. A aprovação somente foi possível com o apoio dos deputados e senadores que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Educação Profissional. As articulações foram intensificadas nas últimas semanas, com encontros do secretário Eliezer Pacheco com parlamentares e dirigentes da rede.

Metas - Os estados que não têm escola técnica ou agrotécnica federal, as regiões carentes do interior do país e as periferias dos grandes centros urbanos são o alvo do Ministério da Educação no plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica. O plano prevê a construção de três escolas técnicas federais (ETF), quatro escolas agrotécnicas federais (EAF) e 25 unidades descentralizadas vinculadas aos centros federais de educação tecnológica (Cefets).

Acre, Amapá e Mato Grosso do Sul não têm escolas técnicas. Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rondônia não contam com escolas agrotécnicas.

As unidades de ensino descentralizadas (Uneds) serão construídas em regiões do interior, longe dos centros formadores e nas periferias urbanas. Dentre os municípios interioranos que devem receber as Uneds estão Picos (PI) e Campina Grande (PB). Nas áreas pobres das regiões metropolitanas, por exemplo, terão prioridade o bairro Guarus, em Campos (RJ), e as periferias de Natal e Fortaleza.

O plano, como explica o coordenador-geral de Supervisão da Gestão das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica, Gleisson Cardoso Rubin, prevê o atendimento de cerca de 1,3 mil municípios.

 

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Governo reconhecerá experiência profissional de trabalhadores

Cerca de 48 milhões de brasileiros trabalham na informalidade, sem o reconhecimento de seu aprendizado, geralmente feito na prática, com familiares ou colegas. Para modificar essa realidade, o governo brasileiro estuda a criação de um sistema nacional de certificação profissional destinado a estimular a formação continuada e ampliar o acesso ao mercado de trabalhadores que já atuam profissionalmente, mas não tiveram a chance de estudar e conseguir um diploma.

Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, essa política vai saldar uma dívida histórica do país com desempregados e subempregados. "A certificação é uma forma de criar as condições para que milhões de brasileiros que não tiveram a oportunidade de se formar profissionalmente no ambiente escolar tenham acesso ao mundo do trabalho e possam exercer legitimamente uma ocupação ou profissão", disse.

A institucionalização do Sistema Nacional de Certificação Profissional (SNCP) deve contribuir para a elevação da escolaridade e melhoria da formação profissional dos trabalhadores. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhando na implementação de políticas que contemplem os segmentos historicamente excluídos da distribuição dos recursos públicos. No âmbito do governo federal, Programas como o Proeja (Programa de Integração da Educação Profissional Técnica de Nível Médio ao Ensino Médio para Jovens e Adultos) e o ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens), para formação de jovens e adultos, e a Escola de Fábrica, de capacitação de trabalhadores dentro das empresas, têm esse foco.

O sistema de certificação profissional foi tema de seminário internacional, realizado em Brasília, de 7 a 9 deste mês, com a participação de especialistas do Brasil, da Europa e das Américas.

A proposta dos ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Saúde e do Turismo está próxima de se transformar em realidade. Depende somente de um decreto ou de uma medida provisória para entrar em vigor. Serão beneficiados eletricistas, encanadores, mecânicos, padeiros, pedreiros, soldadores e vários outros operários que aprenderam as técnicas de trabalho no dia-a-dia.

Teste - Segundo o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Remígio Todeschini, o processo será simples. O trabalhador fará uma prova prática para mostrar que está habilitado e receberá um certificado. Caso não domine todas as técnicas necessárias, será encaminhado a um curso profissional, público ou privado. O trabalhador fará a certificação e depois poderá entrar, caso queira, no ensino regular e completar a escolaridade.

O coordenador-geral de Certificação e Orientação Profissional do MTE, Marcelo Álvares de Sousa, explica que as profissões que terão direito ao certificado fazem parte de uma lista de mais de 2.750 tipos de trabalho diferentes. Ele conta que a França tem um sistema avançado e a Espanha está construindo um semelhante.

O diretor-geral do Centro de Iniciativas e Investigações Profissionais da Europa e Mediterrâneo, Oriol Homs, explica que na Espanha o objetivo é capacitar os profissionais que estão no mercado de trabalho há muitos anos e correm risco de desemprego por falta de atualização. "O desafio é atualizar o conhecimento", disse. "Cinco anos depois de um universitário sair da sala de aula, ele já precisa de novas técnicas."

Reconhecimento - Na França, há dois anos, o governo decidiu certificar as qualificações e os conhecimentos dos trabalhadores sem formação profissional formal. Segundo o representante do Ministério do Trabalho da França no seminário, Thomas Coutrot, lá foi desenvolvido um sistema de reconhecimento da experiência no mercado de trabalho que dá acesso a quase todos os diplomas do sistema escolar profissional. "O sistema permite a qualquer trabalhador postular o reconhecimento formal de sua qualificação por meio de um exame, que pode ser um teste no local de trabalho, um portfólio de êxito profissional ou mais teórico", explicou.


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